quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Lugar Comum

O que me continua a surpreender é que, quando mais uma relação falha, eu acabo inevitavelmente a recordar-me do N., sempre, sem excepção. Como se fosse um bem maior que escapou, como se fosse a história perfeita que, um dia (não se sabe é bem quando), ainda há-de continuar, resolver todos os males do Presente e terminar qual conto de fadas, com direito a "Viveram Felizes Para Sempre" e tudo.

Talvez porque foi tão sincero, tão puro, tão alegre e «descomplicado», talvez porque havia ali algo que não dava, de todo, para explicar, talvez porque pareça sempre que algo ficou por dizer. Talvez porque o que me reste na memória seja praticamente só o bom ou talvez porque tenha sido tão adolescente e inconsequente. Ou, talvez, porque "não há amor como o primeiro".

Passados mais de três anos, ainda é a ilusão do N. que me leva a acreditar que, algures, o amor ainda existe. Claro que isto é o cúmulo da ironia, mas isso não é coisa que se explique aos sentimentos. E a verdade é que preciso de alguma coisa que me faça acreditar; portanto, que assim seja.


Crónica ao som de "Fix You", Coldplay

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