... mudei de casa. Que é como quem diz, mudei de blogue. A quem ainda me quiser visitar, terei todo o prazer em receber-vos n'O Café da Esquina, aqui.Obrigada pelo apoio na (curta) viagem aqui pelo Crónicas. Agora é tempo de novas paragens :)
"It's better to live your own life imperfectly than to imitate someone else's perfectly."
... mudei de casa. Que é como quem diz, mudei de blogue. A quem ainda me quiser visitar, terei todo o prazer em receber-vos n'O Café da Esquina, aqui.
... Fran Kranz. Sempre tive um fraquinho pelos ditos nerds, pelo menos quando eles vêem em embalagens minimamente apetitosas. Provavelmente este post seria mais acertado se, em vez de falar de Fran Kranz, falasse de Topher Brink - personagem desempenhada pelo actor na série Dollhouse*. Não há computer genious mais adorável. Bom, e de qualquer modo, Fran Kranz é menino de Yale - e isso já é bom o suficiente para Lady B.
Já que fiquei meses e meses sem aparecer pelo Palácio, pareceu-me ser boa ideia dar algumas luzes do que se passou em tanto tempo - e ainda foram algumas coisitas.
Uma vez que a vida profissional me tem levado para um dos meus sítios preferidos de Lisboa - leia-se, Parque das Nações - e que me tenho visto praticamente obrigada a almoçar todos os dias no Vasco da Gama (fugindo rapidamente para o exterior quando "cacei" à moda moderna - leia-se, ter pago por géneros alimentícios), é com muito pouco entusiasmo que aqui anuncio que sim, eu, Lady B., testemunhei em primeira mão a presença das tristes figurinhas que montaram arraiais à porta do Pavilhão Atlântico para... o concerto dos Tokio Hotel.
Recebi uma mensagem do P.; daquelas SMS normais, normaizinhas, com aquele objectivo puro e absolutamente corriqueiro de saber como vai um amigo passado um tempo. Senti-me feliz, porque sempre o tive em alta na minha consideração e porque sabe bem, muito bem em certos e determinados dias* sermos relembrados de que há gente muito boa que, sem nós sonharmos, está naquele momento, por mero acaso, a pensar em nós. E recordamo-nos, assim, por mero acaso também, daqueles momentos geniais de total parvoíce que passámos com essas pessoas. E dá vontade de dançar.
Se voltasse atrás no tempo, podia fazer uma data de coisas de forma diferente? Corrigir erros, não dar tudo quando não era suposto, dar muito mais quando devia, alterar todas as minhas escolhas, reescrever a História, aproveitar melhor cada minuto, viver cada momento um pouco mais ou um pouco menos?
Estão a ver aquele género de ser que se julga muito superior, muito inteligente (muito, mas muito mais do que realmente é), muito bom, muito perfeito, muito poliglota, muito trabalhador (mas que não faz rigorosamente nada), muito génio da Matemática, muito génio de tudo e mais alguma coisa, muito fantástico, muito maravilhoso, muito, muito, muito imensamente totalmente irrevogavelmente superior mas que, na realidade, não vale nada, de todo, nem com toda a boa vontade do Mundo? Estão a ver o género de pessoazinha, estão?
É certo e sabido que não fica bem a ninguém admiti-lo, mas é a verdade pura: todos acabamos por julgar as pessoas pela sua aparência física. O exterior conta, por muito que o mais usual até seja que a bota não bata com a perdigota no final de contas.
Primeira semana de trabalho com uma saúde no mínimo questionável não deu certo com nada. E muito menos com arranjar um tempinho para aquilo de que gosto - como o blogue. Mas isso vai mudar (espero eu).
Quando isto ou aquilo, este ou aquele me relembra da nossa história e eu páro dois segundos que sejam a pensar nisso tudo, a palavra que mais depressa me ocorre é sempre "idiota". Aliás, minto; a palavra que me ocorre é bem menos simpática, mas de modo a manter eventuais susceptibilidades mais delicadas a salvo, fiquemo-nos por "idiota".
Being Erica (ou simplesmente Erica, em Portugal). Uma série diferente, que nos põe a pensar ou nos faz rir à gargalhada. Como seria se pudessemos voltar atrás no tempo e alterar aquilo de que mais nos arrependemos? Seria essa a solução? Erica Strange é a demonstração de que a vida não é fácil e de que, mesmo se corrigissemos tudo aquilo de que nos arrependemos, o que importa é quem somos verdadeiramente e o que nos transformou nessa pessoa.
Cada pessoa tem a sua forma de ver a vida e o seu próprio modo de enfrentar as adversidades; há gente mais positiva, há gente mais negativa. A certa altura enquadrei-me neste último grupo; hoje em dia, já não sei bem - mas penso que estou a meio caminho.
Já sentia saudades da chuva. Não, não tenho saudades de me ensopar de alto a baixo, de enfiar os pés em poças de água até ao joelho (coisa para a qual tenho enorme apetência). Não, não é isso.
Se há coisa de que realmente me arrependo é de um dia te ter dito que não conseguiria viver sem ti*. Acima de tudo, menti-te (não que na altura o soubesse ou o fizesse com intenção). É que, na verdade, hoje estou aqui, bem, viva e de relativa saúde. E sem ti.